
Porquê este filme
Miguel Gomes dividiu Tabu em duas partes que são dois filmes diferentes — e dois usos radicalmente distintos do movimento de câmara. A primeira parte é estática, aprisionada em Lisboa contemporânea. A segunda liberta-se na África colonial com movimentos fluidos e sensuais. A câmara conta a história antes das palavras.
Cenas-chave para estudar
- ●Os planos fixos de Aurora em Lisboa — a câmara recusa-se a mover-se, traduzindo o aprisionamento da velhice e do esquecimento
- ●A primeira sequência em África — a câmara começa a mover-se e é como se o filme inteiro respirasse pela primeira vez
- ●Os amantes junto ao rio — travellings laterais em 16mm que captam a sensualidade e a liberdade da juventude colonial, belos e perturbantes ao mesmo tempo
O que vais aprender a ver
- ✦Compreender como o contraste de estilos de movimento dentro do mesmo filme pode criar significado narrativo
- ✦Analisar a escolha do formato (digital vs. 16mm) como ferramenta que afecta directamente o tipo de movimento possível
- ✦Estudar como o cinema português contemporâneo dialoga com a história colonial através de escolhas formais


