Tabu (2012)

Tabu (2012)

Realizado por Miguel Gomes

Fotografia de Rui Poças

Olhar técnico

Porquê este filme

Miguel Gomes dividiu Tabu em duas partes que são dois filmes diferentes — e dois usos radicalmente distintos do movimento de câmara. A primeira parte é estática, aprisionada em Lisboa contemporânea. A segunda liberta-se na África colonial com movimentos fluidos e sensuais. A câmara conta a história antes das palavras.

Cenas-chave para estudar

  • Os planos fixos de Aurora em Lisboa — a câmara recusa-se a mover-se, traduzindo o aprisionamento da velhice e do esquecimento
  • A primeira sequência em África — a câmara começa a mover-se e é como se o filme inteiro respirasse pela primeira vez
  • Os amantes junto ao rio — travellings laterais em 16mm que captam a sensualidade e a liberdade da juventude colonial, belos e perturbantes ao mesmo tempo

O que vais aprender a ver

  • Compreender como o contraste de estilos de movimento dentro do mesmo filme pode criar significado narrativo
  • Analisar a escolha do formato (digital vs. 16mm) como ferramenta que afecta directamente o tipo de movimento possível
  • Estudar como o cinema português contemporâneo dialoga com a história colonial através de escolhas formais

Mais filmes com este olhar

A carregar detalhes do filme...