A Ilha dos Amores (1982)

A Ilha dos Amores (1982)

Realizado por Paulo Rocha

Fotografia de Acácio de Almeida

Olhar técnico

Porquê este filme

A Ilha dos Amores é o filme mais ambicioso do cinema português — quinze anos de produção entre Portugal e Japão. Acácio de Almeida criou movimentos de câmara que são verdadeiros poemas visuais, flutuações entre Ocidente e Oriente, entre o real e o sonho, entre Camões e a contemporaneidade.

Cenas-chave para estudar

  • As sequências no Japão — a câmara adopta o ritmo do cinema japonês, movimentos laterais delicados que respeitam o espaço e o silêncio
  • Os planos em Portugal — a câmara é mais pesada, mais terrestre, presa à gravidade da saudade
  • A fusão final — os movimentos de câmara dos dois mundos convergem, Acácio de Almeida cria uma fluidez que transcende a geografia

O que vais aprender a ver

  • Compreender como o movimento de câmara pode traduzir a experiência intercultural e a ponte entre civilizações
  • Analisar a influência do cinema japonês nos movimentos de câmara do cinema português
  • Estudar como um projecto de longa duração permite uma maturação dos movimentos de câmara que é impossível em produções convencionais

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